sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Biotônico

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NOTICIÁRIOS FORTES
Fico imaginando o horror que devem ser as reuniões de pauta dos telejornais brasileiros neste final de ano. As televisões precisam atingir as metas de faturamento e lucro e para isso necessitam de audiência. E este ano vinha muito bem: eleições no Brasil e nos EUA; crise global; Olimpíada; guerra de polícias... E os grandes sucessos de audiência: os casos Isabela Nardoni e Eloá Pimentel. Mas este último trimestre promete ser magrinho, né? Se não aparecer uma tragédia pavorosa em breve, vamos ter cabeças rolando nas redações! Quer ver? Na Folha de S.Paulo, o colunista Daniel Castro dá a seguinte informação:

“Os telejornais da Record perderam audiência depois das coberturas dos casos trágicos de Isabella Nardoni e Eloá Pimentel. Durante a cobertura do caso Isabella, entre abril e maio, o "Balanço Geral" teve média de 11 pontos na Grande SP. Em setembro, a média do programa caiu para 5,5 pontos. O "SP Record" apresentou um crescimento de 26% durante o caso Eloá, em outubro. Já nos primeiros dias de novembro, perdeu 16% de audiência.
Outro noticiário que se beneficiou das tragédias foi o"Jornal da Record", que apresentou uma pequena queda em novembro. Durante o mês de outubro, o programa teve crescimento de 12%. No dia da invasão do cativeiro de Eloá, foi registrado um pico de 17,6 pontos. Em nota, a emissora de Edir Macedo disse que seus telejornais sempre crescem com noticiários fortes e não apenas em casos policiais.”

“Noticiários fortes”.
O que faz um noticiário ser forte? O fato noticiado ou a cobertura que se dá ao fato? As duas coisas, não é mesmo? Mas há uma diferença. Uma tragédia, um atentado, tem uma carga “forte” natural que tanto é mais forte quanto mais espetacular o acontecimento. A queda das torres gêmeas, por exemplo. Ou o buraco do metrô. Mas a tragédia esgota-se. Após algum tempo, passou. Acabou. Quem prolonga os efeitos, dramatiza as conseqüências e transforma os espectadores em parte do acontecimento é a imprensa, ao repetir as imagens, montar os videoclipes do terror, buscar lágrimas e dor incessantemente.

Pô, a função da imprensa não é informar? É. Mas onde se encaixa o “noticiário forte”? Na função de informar ou no espetáculo? Você tem alguma dúvida?

Isso é igualzinho à questão das drogas. A produção e tráfico de drogas só existem em função dos consumidores. Enquanto houver gente para comprar drogas, essa indústria vai proliferar.
E com as televisões despejando drogas em nossas salas de jantar acontece o mesmo. Quem dá audiência aos telejornais somos nós, os consumidores da “droga televisiva”. E eles sabem que quanto mais sangue e tragédias, mais nossa audiência terão. E os programadores de mídia das agências de publicidade ficam ouriçados com suas planilhas. E os gerentes de marketing dos anunciantes mais ouriçados ainda com as “oportunidades” de faturar algum. E nesse turbilhão, perdem-se as referências.

Quem não se lembra das promotoras de um energético fazendo uma “ação promocional” na cratera do metrô? Para os “comunicadores” da empresa a cratera era apenas um evento com muita gente reunida e a mídia assanhada. Lugar perfeito para uma ação promocional...
Essa é a lógica que transforma Isabela e Eloá em produtos explorados avidamente pelos apresentadores histriônicos dos telejornais, cuja função é fabricar “noticiários fortes”.

Mas eles só existem por terem a audiência que você dá. Sem audiência não existem anunciantes. Sem anunciantes não existe dinheiro. Sem dinheiro não dá pra botar “noticiários fortes” no ar. E sem “noticiários fortes, a audiência cai...

Entendeu o jogo? Você é a parte mais importante dele.

Luciano Pires http://www.lucianopires.com.br/

domingo, 9 de novembro de 2008

Barack Hussein Obama

Na semana em que Barack Hussein Obama ganhou a eleição presidencial nos EUA sobrinho de Ozama Bin Laden foi expulso do Egito.

Seguramente vai ser mais difícil demonizar Obama do que a George W. Bush, mas até quando o Oriente médio vai pensar assim, até o próximo bombardeio?

Pasmei, nunca imaginei viver o dia em que os EUA teriam um presidente negro. O Obama é o Lula dos EUA, ele chega para elevar a auto-estima, a confiança que a população precisa para lutar e superar a crise interna e externa.

Quem viver verá se dará certo ou não.

sábado, 8 de novembro de 2008

Isto é Lula

"Que crise? Pergunta para o Bush." (16 de setembro de 2008)

"Até agora, graças a Deus, a crise não atravessou o Atlântico." (22 de setembro de 2008)

"Lá, a crise é um tsunami. Aqui, se chegar, vai ser uma marolinha, que não dá nem para esquiar." (4 de outubro de 2008)

Hoje em São Paulo na reunião do G20:

A crise "é conseqüência da crença cega na capacidade de auto-regulação dos mercados e, em grande medida, na falta de controle sobre as atividades de agentes financeiros...”


“...Por muitos anos especuladores tiveram lucros excessivos, investindo o dinheiro que não tinham em negócios mirabolantes. Todos estamos pagando por essa aventura..."


“...Esse sistema ruiu como um castelo de cartas e com ele veio abaixo a fé dogmática no princípio da não intervenção do Estado na economia...”


“...Muitos dos que antes abominavam um maior papel do Estado na economia passaram a pedir desesperadamente sua ajuda".

Ele leu o discurso de 15 minutos.

coluna do Tutty Vasques

O que faz o Juizado de Menores que não dá um toque nos responsáveis pela menina de 15 anos que escapou baleada da tragédia que matou sua melhor amiga no cativeiro de Santo André? Quase um mês depois, Nayara Rodrigues esteve esta semana na berlinda do Fantástico, visitou os estúdios do Projac, no Rio, e voltou ao programa de Ana Maria Braga. Tem ido mais à TV Globo que muito artista de novela. Devia estar na escola, né não?!

É claro que para uma menina na idade dela, criada na periferia da periferia, ser tratada como protagonista de um drama na emissora das grandes estrelas da TV tem um lado de conto de fadas. Nayara interpreta a si mesmo com um misto de dignidade e deslumbramento estampados em seu rostinho bonito. Não acrescenta mais absolutamente nada a tudo que já disse, mas quem liga para isso numa sociedade de culto à celebridade? Só o Juizado de Menores mesmo.

Texto publicado no caderno Cidades/Metrópole deste sábado, no ‘Estadão’.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Meu, que fds f. !

Que fim de semana foi esse? Pegamos filas... muitas filas.... Congestionamento ... trânsito...

Mas, isso não é comum pelas terras Bandeirantes? Sim, mas não como esse fim de semana!

>> Salão do Automóvel e Fórmula 1

Essa é a receita para a cidade ficar cheia de gente, gente bonita. Jardins estava lotadaço, Oscar Freire movimentadíssima, hotéis, restaurantes e bares com filas e sem reserva, noite agitadissíma, quantas festas você conseguiu ir?.

Quequeissooooo! Gente linda em Interlagos, Anhembi, pelos bares, cafés e restaurantes.

Com tanta gente linda a minha volta, para onde olhar?! Para ele ou para ela? Todos tão apetitosos.

Gente bonita, cheirosa, sofisticada.... Queremos mais Fórmula 1 por aqui.

O Massa ganhou e ficou em segundo.

O Palmeiras ganhou e ficou em segundo.

Que fim de semana foi esse? A chuva até ajudou. Aissss, terei a semana para me recuperar... E saudade, muita saudade